Guia completo · Atualizado para 2026

Reforma Tributária: o que muda e como se preparar em 2026

A Reforma já foi aprovada e entra em fase prática a partir de 2026. Se você é autônomo, MEI, ME, EPP ou dono de pequena empresa, entenda de forma clara o que muda — e conte com a Expert para se antecipar.

Leitura: ~12 min Expert Assessoria Contábil Florianópolis e todo o Brasil

A Reforma Tributária vai simplificar a cobrança de impostos no Brasil. Já aprovada, ela começou a ser regulamentada e entra em fase prática a partir de 2026. Neste guia você entende o essencial — sem juridiquês desnecessário.

IVA Dual 5 tributos sobre consumo viram 2: IBS e CBS, com regras mais claras.
Fim da cumulatividade Imposto só sobre o valor agregado, com crédito amplo nas compras.
Simples Nacional Em 2026, ano de teste — sem mudança na carga. A partir de 2027, novas opções.
Notas fiscais NF-e e NFS-e passam a exigir campos de CBS e IBS já em janeiro de 2026.

Por que fazer uma Reforma Tributária?

O sistema de impostos brasileiro é reconhecido pela complexidade. A Reforma busca tornar as regras mais claras, previsíveis e fáceis de cumprir — para empresas e para o próprio governo.

Dois pontos pesam especialmente no dia a dia de micro e pequenos empresários:

Regras fiscais fragmentadas

As normas variam muito entre estados e municípios. A mesma atividade pode ser tributada de formas diferentes conforme a localidade, somadas a centenas de regimes especiais, exceções e benefícios setoriais.

Isso gera alto custo operacional: contabilidade, sistemas fiscais e consultorias — além de maior risco de erros e autuações.

Cumulatividade de impostos

Um dos problemas centrais é o imposto cobrado várias vezes na cadeia produtiva, sem crédito integral — um “imposto sobre imposto” embutido no preço final, muitas vezes invisível ao consumidor.

Com a Reforma, você poderá abater o imposto pago na compra de insumos (crédito amplo), pagando tributo apenas sobre o valor que sua empresa realmente agrega.

Quais são os novos impostos?

A Reforma reorganiza os tributos sobre consumo em três peças principais, com o objetivo de simplificar regras, padronizar a cobrança e reduzir distorções.

1

CBS — Contribuição sobre Bens e Serviços (federal)

Substitui: PIS e Cofins · Cobrança: Governo Federal, regras nacionais.

  • Segue a lógica do IVA: imposto na venda com desconto do que foi pago nas compras de insumos.
  • O tributo incide sobre o valor agregado, não sobre o valor total em cada etapa da cadeia.
2

IBS — Imposto sobre Bens e Serviços (estados e municípios)

Substitui: ICMS e ISS · Administração: Comitê Gestor do IBS (estados e municípios).

  • Regra nacional única — fim da multiplicidade de legislações estaduais e municipais.
  • Créditos amplos: o imposto pago na compra de insumos abate o devido na venda do produto final.
3

Imposto Seletivo (IS)

Imposto federal adicional sobre produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.

  • Exemplos: cigarros, bebidas alcoólicas e açucaradas, veículos mais poluentes, extração de minérios e petróleo.
  • As alíquotas ainda serão definidas em lei ordinária.
Importante

Não haverá criação de impostos somados aos antigos — é uma substituição: PIS/Cofins e parte do IPI → CBS; ICMS/ISS → IBS. Durante a transição, os modelos novo e antigo coexistirão por alguns anos.

O que muda, exatamente, em 2026?

Na prática, 2026 será um ano de transição operacional. Não há mudança de carga tributária no período de testes, mas é necessário adaptar sistemas, documentos fiscais e processos ao novo modelo.

Simples Nacional

Sem alteração na forma de recolhimento: a carga permanece a mesma e os tributos continuam pagos pelo DAS. A principal mudança é operacional — atualização do layout das notas fiscais com novos campos da Reforma.

Lucro Presumido e Lucro Real

Além das adequações operacionais, há exigência de destaque simbólico dos novos tributos nas notas, como parte do período de testes — sem pagamento adicional de imposto.

Alíquota-teste de 1% (2026)

Para empresas fora do Simples: alíquota conjunta de referência de 1% (0,9% CBS + 0,1% IBS). O valor destacado pode ser compensado com tributos atuais, garantindo neutralidade de carga — serve apenas para testar apuração, controle e fiscalização.

Notas fiscais e sistemas

A partir de janeiro de 2026, NF-e e NFS-e passam a exigir campos específicos de CBS e IBS. Seu emissor de notas e ERP precisam estar atualizados — mesmo sem impacto financeiro direto neste primeiro momento.

A Reforma vai impactar todas as empresas?

De forma resumida, devem ficar mais atentas em 2026 as empresas no Lucro Real e Lucro Presumido em regime normal de apuração.

Simples Nacional

Não entra na cobrança-teste da mesma forma, mas convive com o novo modelo nas cadeias de compra e venda, pode ter clientes exigindo notas com códigos IBS/CBS e sentir reflexos de preço — especialmente em serviços.

Regime normal

Precisa destacar alíquotas simbólicas, atualizar sistemas e acompanhar de perto a regulamentação. O descumprimento das obrigações de nota pode gerar penalidades.

Como um profissional com CNPJ pode se preparar?

A Reforma chega em 2026 e marca o início de grandes mudanças. Antecipação é o fator-chave para não ser pego de surpresa.

1

Converse com seu contador

Entenda seu regime atual (Simples, Presumido ou Real), peça uma análise de impacto e discuta se vale a pena considerar mudança de regime nos próximos anos. A Expert oferece atendimento consultivo e transparente para isso.

2

Mapeie o seu negócio

Analise a composição da receita (B2C vs B2B) e as principais despesas. Isso indica se você terá muitos créditos a compensar no novo IVA — geralmente benéfico — ou não. No Simples, peça simulações: permanecer 100% no Simples vs. apurar IBS/CBS por fora.

3

Atualize sistemas e softwares

Verifique com fornecedores de ERP e emissores de nota se já estão prontos para os campos CBS/IBS a partir de janeiro de 2026. A operacionalização depende diretamente da tecnologia.

Cronograma de implementação

A transição é gradual para evitar choque econômico e dar tempo de adaptação a todas as empresas.

2026

Ano de teste

  • Cobrança simbólica de 1% (0,9% CBS + 0,1% IBS) para regime normal.
  • Sem recolhimento adicional se as notas forem emitidas corretamente (neutralidade de carga).
  • Novos campos obrigatórios em NF-e e NFS-e.
2027

Entrada em vigor da CBS

  • Extinção de PIS e Cofins; CBS com alíquota plena (estimada em ~8,5%).
  • IPI reduzido a zero (exceto itens da Zona Franca de Manaus).
  • Imposto Seletivo e split payment ganham tração prática.
2029 – 2032

Transição gradual do IBS

IBS sobe na mesma proporção em que ICMS e ISS caem: 10% → 20% → 30% → 40% do novo modelo.

2033

Sistema consolidado

Fim de ICMS, ISS e IPI. O sistema funciona 100% com CBS + IBS + IS — menos tributos, regras uniformes e obrigações centradas na nota fiscal eletrônica.

Durante a transição, conviverão modelos novo e antigo — o que pode exigir ajustes anuais e gerar muitas dúvidas práticas. Ter uma contabilidade de confiança será fundamental.

Conte com a Expert

Ignorar a Reforma Tributária pode custar caro

Quem não se preparar pode enfrentar custos maiores, multas e perda de competitividade. A Expert Assessoria Contábil acompanha todas as novidades e orienta empresas e profissionais autônomos em Florianópolis e em todo o Brasil.

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