Pró-labore ou distribuição de lucros: como decidir
Sócio que tira “o que sobrou na conta” no fim do mês mistura três coisas diferentes: salário (pró-labore), lucro e dinheiro que a empresa ainda precisa para girar. Essa mistura é o mesmo erro de tratar PF e PJ como uma conta só — e pesa na hora da malha, do INSS e do planejamento.
O que é pró-labore
É a remuneração pelo trabalho na empresa. Incide INSS (e, conforme o valor, IR retido). Gera recolhimento previdenciário e entra na base de benefícios. Não é opcional para quem de fato trabalha no dia a dia: a fiscalização espera um valor mínimo coerente com a função.
O que é distribuição de lucros
É a parcela do resultado já apurado. Quando há lucro contábil e a escrituração está em dia, a distribuição às pessoas físicas dos sócios é, em regra, isenta de IR. Sem balanço, sem lucro — e a “retirada” vira pró-labore disfarçado, com risco de tributação e autuação.
Como decidir o mix
- Fixe um pró-labore mensal compatível com o trabalho e com o caixa
- Só distribua lucro depois do fechamento contábil do período
- Deixe na empresa o capital de giro e a reserva para impostos
- Revise o mix quando mudar o faturamento ou o regime tributário
Não existe percentual mágico igual para todo mundo. Um prestador no Simples, um médico no Presumido e uma indústria no Lucro Real chegam a números diferentes. A Expert calcula o cenário com os seus números — não com regra de internet.
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